Comer o vinho

A Cacao Di Vine veio revolucionar o mercado dos chocolates com a ideia original de fazer trufas de cacau com vinhos datados de diferentes castas. Bons pecados de gula para saborear sem culpa. 

Não, não é um chocolate com recheio de vinho. Aqui, a técnica é mesmo misturar o vinho no cacau e fazer deliciosas trufas que se derretem lentamente na boca. E estão a fazer sucesso.

A ideia nasceu das cabeças de Nuno Andrade, designer de profissão e um apaixonado por cacau, e de Nuno Jorge, sommelier habituado a trabalhar em restaurantes de luxo, como o Eleven (Lisboa) ou o Arcadas da Capela (Coimbra). São ambos de Coimbra, cunhados e amigos, e foi em reuniões de família que começaram a dar bons vinhos e chocolates um ao outro. Só mais tarde, depois de um ano a testar receitas, a hipótese de abrir um negócio se tornou mais real, até porque a paixão de Nuno Andrade o levou a tirar um curso de chocolates para aprofundar ainda mais os seus conhecimentos.

Iniciaram assim uma pequena produção de trufas, em 2012, com o melhor cacau oriundo de Madagáscar, Brasil, São Tomé e Equador. Quanto aos vinhos, de diferentes castas, portuguesas e estrangeiras, são produzidos especialmente para a empresa através de parcerias com produtores nacionais. Os chocolates de Touriga Nacional e Tinta Roriz, ou os de Pinot Noir e Cabernet Sauvignon, são bons exemplos disso. Mas o mais procurado é o de vinho do Porto, com amêndoa e flor de sal, “que é muito apreciado quer pelos portugueses, quer pelos estrangeiros”, revela Nuno Jorge.

‘Embrulhar’ e tornar o produto atrativo foi outro pormenor importante, tendo-se optado por uma solução bem portuguesa. Aproveitando a sua vertente de designer, Nuno Andrade foi o responsável pela idealização das embalagens, umas em tubo e outras em sacos, forrados a cortiça, um dos principais chamarizes do produto. “As pessoas acham graça ao facto de serem de cortiça, é um produto português e são muito bonitas. É também uma forma excelente de preservar os nossos chocolates tirando partido das qualidades térmicas da cortiça”, explica Nuno Jorge. Brevemente, surgirá uma nova embalagem, a Wine Bites, também em cortiça, contendo pedaços de chocolate para apreciar em pequenas quantidades.

Além das embalagens standard, podem fazer-se embalagens por encomenda. É o caso do produtor José Maria da Fonseca, que pediu para fazer chocolates com o seu Moscatel da colheita de 2012; a Gran Cruz Porto, que optou por trufas com Late Bottle Vintage 2001; ou a Barbeito, com vinho Madeira da casta Negra Mole (sem data), só para citar alguns. Estes chocolates podem ser apreciados em eventos específicos, oferecidos a clientes em ocasiões específicas ou vendidos nas adegas e lojas de enoturismo das marcas que os encomendam. “Para as lojas e garrafeiras que vendem os nossos chocolates fazemos também séries limitadas, como as trufas de champanhe para o Dia dos Namorados”, explica Nuno Jorge. Um bom exemplo de como, juntos, o vinho e o chocolate são um bom elixir para o amor.

www.cacaodivine.com

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